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Mostrando postagens com o rótulo pensamento

A ilusão é uma música em francês

  Há algumas coisas na vida que só o tempo pode nos oferecer; uma delas e que, na minha opinião, é a mais importante, é a experiência que adquirimos com o decorrer dos anos. A experiência torna-se parte fundamental pelo simples fato de nos presentear com sentimentos: alguns que já tínhamos experimentado no passado e revivemos e outros inéditos para os nossos sentidos.   Todas as sensações e sentimentos são válidos, mas quero dar ênfase em um deles que todo ser humano luta para não ter e, quando o tem, luta para não perde-lo. Estranho, não?   O sentimento a que me refiro é a ilusão − sim, ‘ilusão’. Ela nada mais é que o engano da nossa mente e não pense que esse estado é apenas inconsciente. Às vezes, temos a certeza dos fatos e do que vai acontecer em nossas relações, mas, de propósito, nos apegamos à ilusão que criamos como uma forma de esperança vazia, para alimentar a nossa vaidade ou para mascarar o sofrimento que a realidade pode nos trazer.   Quand...

Humanas sobre exatas

  Desde o surgimento dos primeiros nômades até a civilização que conhecemos hoje, houve grandes revoluções e muitos avanços e, apesar de não parecer, todos têm algo em comum, um fio que corre de ponta a ponta interligando todos eles, que é a ciência.   A ciência é dividida em três grandes áreas, sendo que duas delas é alvo de grandes discussões. A primeira são as ciências humanas, responsáveis por desvendar as complexidades da sociedade humana; a outra são as ciências exatas, que por sua vez avaliam expressões, predições e métodos para testar hipóteses e experimentos. No entanto, mesmo utilizando ferramentas muito distintas e uma não se assemelhando com a outra, vários conceitos podem ser trocados e aplicados de uma forma diferente em nossas vidas.   Na química, por exemplo, existe um princípio que pode ajudar muito o nosso pensamento filosófico. Esse principio é o de Le Chatelier, cuja definição é a seguinte: “ Quando uma força externa atua em um sistema em...

Como anda seu individualismo?

       Era um dia como outro qualquer, eu estava no ponto de ônibus, sozinho, sabia que era questão de minutos para que começasse a encher o local. Pouco tempo depois que cheguei, uma moça muito simpática e sorridente olhou para mim e me desejou um bom dia. Fiquei intrigado com a cena, mas rapidamente desejei a ela o mesmo.    Depois daquilo, fiquei pensando comigo quanto tempo fazia que eu não escutava um bom dia de uma pessoa totalmente estranha na rua e, com isso, me veio a questão de como estamos individualistas nos dias de hoje.    O individualismo é algo tão humano como respirar e andar, chega a ser uma forma de defesa, mas, ao mesmo tempo, é também uma forma de mesquinhez e de falta de empatia. Não é preciso sair muito da cena que explicitei acima para ver o individualismo no decorrer do dia. Sempre quando entramos no ônibus, procuramos um lugar vazio para sentar e, depois de escolhido o confortável lugar, desejamos ao máximo que...

A diferença dos significados

  Com o passar dos anos e com o modo de vida cada vez mais instantâneo que vivemos, deixamos passar despercebidas várias coisas que estão ao nosso redor e, às vezes, elas nem sequer têm a chance de entrar em nossas reflexões intimistas.   Um caso desses, que deixamos de lado, são alguns significados por trás de palavras que usamos diariamente. Palavras que acreditamos ter o mesmo significado, mas são totalmente diferentes umas das outras. É sobre essa divergência que quero tratar, esclarecendo o significado de duas palavras: desejo e vontade.   Apesar da maioria das pessoas acharem que desejo e vontade são a mesma coisa, eu digo que são diferentes, pois nascem de sentimentos que não conseguimos traduzir facilmente.   O desejo vem de dentro de nós. Íntimo, ele nasce em nossa mente e influencia nosso corpo. Não temos controle sobre ele, o máximo que conseguimos é ter responsabilidade sobre nossos atos em busca do prazer. Não temos a escolha de acabar com o...

Umami, é disso que precisamos

    O corpo humano é a maior perfeição da natureza, possuindo vários mecanismos e funções que podem aparecer inacreditáveis. Uma dessas funções vitais e básicas – que serve desde quando bebês, para descobrirmos o mundo, até a fase adulta, para sentirmos os prazeres que ele nos oferece − são os cinco sentidos.   O tato, o paladar, a visão, a audição e o olfato. São eles os responsáveis por quase tudo em nossas vidas. Com essa convicção instalada em mim, esses dias me veio um pensamento: com toda a exatidão dos sentidos no campo biológico, por que não aplicar nossos conhecimentos sobre eles à nossa vida e extrair disso algum aprendizado? Isso serviria para trazer novas experiências e reflexões a nossas mentes.   Com essa pergunta comecei a analisar um por um, sentido por sentido e percebi que o  que mais se encaixaria na parte racional era o paladar e ele foi escolhido por uma pequena particularidade que poucos conhecem.   O paladar é comp...

Overdose de informações

Como absorver e ter discernimento para filtrar tanta informação que recebemos a cada dia, hora, minuto, segundo?  Como segurar a ansiedade de querer que tudo aconteça de imediato, de querer ler 5 livros ao mesmo tempo, aprender vários idiomas, e viajar para vários lugares? Antes disso tudo também é preciso experiência e maturidade, para nos sentirmos gente grande, e tudo isto leva tempo. Mas não há tempo! tudo tem que ser rápido, já, agora! os dias passam, já estão passando! Opa, espera. Vamos parar por aí. Somos pressionados todos os dias em nossos trabalhos e estudos, e essa pressão faz com que aumente a cada dia mais o mal da ansiedade. Querer que tudo flua, que tudo aconteça o mais rápido possível, pois não há tempo, sempre estamos atrasados, temos insônia, o que o mundo faz com os jovens? O que o mundo faz conosco?  Vamos manter a calma.  Viver dia após dia, começar a analisar tudo o que fazemos, todos os pontos e propósitos de cada tarefa re...