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Mostrando postagens com o rótulo sentimentos

A ilusão é uma música em francês

  Há algumas coisas na vida que só o tempo pode nos oferecer; uma delas e que, na minha opinião, é a mais importante, é a experiência que adquirimos com o decorrer dos anos. A experiência torna-se parte fundamental pelo simples fato de nos presentear com sentimentos: alguns que já tínhamos experimentado no passado e revivemos e outros inéditos para os nossos sentidos.   Todas as sensações e sentimentos são válidos, mas quero dar ênfase em um deles que todo ser humano luta para não ter e, quando o tem, luta para não perde-lo. Estranho, não?   O sentimento a que me refiro é a ilusão − sim, ‘ilusão’. Ela nada mais é que o engano da nossa mente e não pense que esse estado é apenas inconsciente. Às vezes, temos a certeza dos fatos e do que vai acontecer em nossas relações, mas, de propósito, nos apegamos à ilusão que criamos como uma forma de esperança vazia, para alimentar a nossa vaidade ou para mascarar o sofrimento que a realidade pode nos trazer.   Quand...

Nós criamos nossos próprios fantasmas

  A vida nada mais é do que uma busca e sempre buscamos aquilo que nos traz alegria, satisfação, paz de espírito e por aí vai. Fazemos isso para fazer valer a pena o tempo que estamos aqui e, quando chegar o final da vida e olharmos para trás, mesmo sabendo que nem tudo foi perfeito, queremos ter a sensação de dever cumprido.   Atrás dessa busca, tomamos muitos caminhos e decisões; ao mesmo tempo em que isso é necessário para que possamos crescer, é também o lugar em que mora o perigo, e as consequências de uma escolha mal feita podem ser terríveis.   Nossos fantasmas aparecem no momento em que fazemos uma escolha errada e os motivos por que erramos são muitos, como: buscar ter algo em um tempo errado ou quando nos vemos cegos pelo desejo de realizar que nem prestamos atenção na razão e nos fatos, ou ainda o instante no qual não escutamos nossa voz interior ou sequer seguimos nossos instintos.   O resultado de tudo isso é a criação definitiva de nosso...

Como anda seu individualismo?

       Era um dia como outro qualquer, eu estava no ponto de ônibus, sozinho, sabia que era questão de minutos para que começasse a encher o local. Pouco tempo depois que cheguei, uma moça muito simpática e sorridente olhou para mim e me desejou um bom dia. Fiquei intrigado com a cena, mas rapidamente desejei a ela o mesmo.    Depois daquilo, fiquei pensando comigo quanto tempo fazia que eu não escutava um bom dia de uma pessoa totalmente estranha na rua e, com isso, me veio a questão de como estamos individualistas nos dias de hoje.    O individualismo é algo tão humano como respirar e andar, chega a ser uma forma de defesa, mas, ao mesmo tempo, é também uma forma de mesquinhez e de falta de empatia. Não é preciso sair muito da cena que explicitei acima para ver o individualismo no decorrer do dia. Sempre quando entramos no ônibus, procuramos um lugar vazio para sentar e, depois de escolhido o confortável lugar, desejamos ao máximo que...

A diferença dos significados

  Com o passar dos anos e com o modo de vida cada vez mais instantâneo que vivemos, deixamos passar despercebidas várias coisas que estão ao nosso redor e, às vezes, elas nem sequer têm a chance de entrar em nossas reflexões intimistas.   Um caso desses, que deixamos de lado, são alguns significados por trás de palavras que usamos diariamente. Palavras que acreditamos ter o mesmo significado, mas são totalmente diferentes umas das outras. É sobre essa divergência que quero tratar, esclarecendo o significado de duas palavras: desejo e vontade.   Apesar da maioria das pessoas acharem que desejo e vontade são a mesma coisa, eu digo que são diferentes, pois nascem de sentimentos que não conseguimos traduzir facilmente.   O desejo vem de dentro de nós. Íntimo, ele nasce em nossa mente e influencia nosso corpo. Não temos controle sobre ele, o máximo que conseguimos é ter responsabilidade sobre nossos atos em busca do prazer. Não temos a escolha de acabar com o...

Umami, é disso que precisamos

    O corpo humano é a maior perfeição da natureza, possuindo vários mecanismos e funções que podem aparecer inacreditáveis. Uma dessas funções vitais e básicas – que serve desde quando bebês, para descobrirmos o mundo, até a fase adulta, para sentirmos os prazeres que ele nos oferece − são os cinco sentidos.   O tato, o paladar, a visão, a audição e o olfato. São eles os responsáveis por quase tudo em nossas vidas. Com essa convicção instalada em mim, esses dias me veio um pensamento: com toda a exatidão dos sentidos no campo biológico, por que não aplicar nossos conhecimentos sobre eles à nossa vida e extrair disso algum aprendizado? Isso serviria para trazer novas experiências e reflexões a nossas mentes.   Com essa pergunta comecei a analisar um por um, sentido por sentido e percebi que o  que mais se encaixaria na parte racional era o paladar e ele foi escolhido por uma pequena particularidade que poucos conhecem.   O paladar é comp...

Qual a música do seu coração?

Participe da musica    Ouça, preste atenção em cada acorde, em cada nota e palavra que são ditas e tocadas, percebe como a melodia ser funde com a letra e se transforma em uma história que transborda de seus ouvidos chegando ao seu coração?     É o que eu sinto com a música, e acredito que você sinta o mesmo, ou até algo diferente, mas é impossível não expressar algum sentimento ao ouvir uma música.     Seja ela de que gênero for, qualquer que seja o cantor, indiferente do compositor ou instrumento usado, ela nos une, nos transmite emoção e nos preenche quando estamos felizes, tristes, com medo ou em euforia. Ela nos inspira, nos dá coragem ou apenas nos conforta quando não temos no que se segurar.     Quem nunca dividiu um fone? Ou enviou uma música a um amigo que achou divertida? Sei que já dedicou uma música para alguém ou se lembrou de determinada pessoa ou acontecido ouvindo uma boa música.     A músic...