Pular para o conteúdo principal

Ser ou não ser?


Eis a questão 

Seria a humanidade capaz de se desfazer de sua ignorância e preconceito? 

Diariamente vemos atos preconceituosos e ofensivos a tudo o que não seja convencional ou que seja considerado novo, simplesmente por quebrar  um padrão já determinado.
Me pergunto até quando ser diferente, ter gostos diferentes e idéias contrárias, serão motivo de repulsa na sociedade. 


Seria certo condenar alguém por ter o cabelo crespo ou enrolado? Ser negro ou asiático? Ser heterossexual ou homossexuais? Ser alto ou baixo? Magro ou gordo? Gostar de algo que você não gosta? Julgamos tanto a embalagem que esquecemos de observar o conteúdo.

 É triste ver a maneira que  nossa sociedade permanecendo arcaica, apegada a conceitos que hoje se tornaram motivo de sofrimento e medo. Ninguém deve viver a merce de padrões que não lhe agrada, todos tem o direito de viver da forma que lhe for conveniente.Se algo te fizer feliz, não tenha vergonha nem medo, porque muitas vezes essas diferenças são o que nos define, e não há nada mais importante o que aceitar quem você é.

 Isso abre espaço para a imaginação, como seria se todos vivessem em harmonia, em um ambiente livre de julgamentos, recusa, e preconceito?

Foto ilustrativa por  oO-Rein-Oo

Postagens mais visitadas deste blog

A ingenuidade de um ridículo

A vida tem muitos significados, um mais metafísico e confuso que o outro, o que faz a pergunta do “sentido da vida” ter uma resposta difícil. Há pouco tempo, eu me fiz essa pergunta e não queria nada mais que uma resposta simples ou nem mesmo uma resposta, apenas um fato pequeno que fizesse sentido. Descobri esse fato: uma das emoções que mais dão sabor à existência, dando em parte o sentido da vida, é o prazer da descoberta. Caso confirmado por todos, mas há um grande problema nisso. Não sabemos dosar as descobertas: é necessário deixar perguntas sem respostas, é necessário ingenuidade para nos manter lúcidos.
  Ingenuidade é algo que devemos cultivar em nossa trajetória, quando perdemos o “só sei que nada sei” temos um desfalque enorme no sentido de viver e apenas conseguimos manter isso com humildade e ingenuidade; agora, se tivermos dificuldade em aprender essas lições, podemos olhar para as crianças. Já se perguntou por que a infância é vista pelos adultos como a fase mais bonit…

Um maço de cigarros, uma geladeira e meu coração

Certa vez, quando eu estava no ensino médio, uma professora da qual eu não gosto deixou escapar algo útil da sua boca. Ela contou uma anedota em que seu pai, que era viciado em cigarro havia muitos anos, decidiu parar de fumar. Disse que ele se esforçou bastante até conseguir, só que, mesmo depois de vencido o vicio, ele ainda tinha um hábito que intrigava.
  O hábito dele era sempre comprar um maço de cigarros para deixá-lo em cima da geladeira, lugar em que sempre costumava guardar seus cigarros, mas fazia isso mesmo depois de anos de largado o vício e sabendo que não fumaria de novo. Fiquei pensando muito nisso na época e vale ressaltar que a dita professora só estava contando aquilo para gente porque, naquele dia, finalmente, seu pai jogou o maço fora e não comprou mais nenhum para repor o lugar vazio.

  Algumas situações que passamos na vida nos fazem lembrar de histórias aleatórias com uma resposta para elas. Até o fim do meu ensino médio nunca chegamos a uma conclusão do por qu…

Nós criamos nossos próprios fantasmas

A vida nada mais é do que uma busca e sempre buscamos aquilo que nos traz alegria, satisfação, paz de espírito e por aí vai. Fazemos isso para fazer valer a pena o tempo que estamos aqui e, quando chegar o final da vida e olharmos para trás, mesmo sabendo que nem tudo foi perfeito, queremos ter a sensação de dever cumprido.   Atrás dessa busca, tomamos muitos caminhos e decisões; ao mesmo tempo em que isso é necessário para que possamos crescer, é também o lugar em que mora o perigo, e as consequências de uma escolha mal feita podem ser terríveis.   Nossos fantasmas aparecem no momento em que fazemos uma escolha errada e os motivos por que erramos são muitos, como: buscar ter algo em um tempo errado ou quando nos vemos cegos pelo desejo de realizar que nem prestamos atenção na razão e nos fatos, ou ainda o instante no qual não escutamos nossa voz interior ou sequer seguimos nossos instintos.   O resultado de tudo isso é a criação definitiva de nossos fantasmas. Esse fantasma a que eu m…